Do Querer

Eu que em minha não muita idade já experimentei um bocado de viagens sexuais, nunca tinha ido num motel. Nunca.
Mas, para quase tudo existe uma vez primeira e a minha foi dia desses. Fantástico! Um quarto para fazer uso deliberado do amorrr. Como eu nunca pensei nisso? Que o mesmo homem que faz a guerra, destrói vidas e usa terno pode criar um quarto para amarrr.
Ao deitar na cama, o teto refletia o meu querer: dois corpos nus e leves voando simples no infinito do tempo.
Aqueles dois corpos ali em cima eram a representação nem viva nem morta do orgasmo, ou da pequena morte como dizem os franceses.
Bom, eu não vou ficar me estendendo muito não, cada um que morra sua vida ou viva sua morte.
Mas tenho que falar da companheira de voo, melhor, do seu cheiro de flor…
Melhor, não falarei mais nada e guardarei em mim a memória do cheiro de flores da companheira.
E para quem duvida do que digo e atesta minha loucura, trago em meus dedos o cheiro do meu querer impregnado em puro gozo, provando que o querer é muito mais forte e livre que o possessivo e doentio ter.

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2 Respostas para “Do Querer

  1. Ô nego …

  2. ” -É SÓ um querer.”

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