Declaração

Penso. Talvez digo. Sei lá.
Sai de mim, romance. Isso eu, esse sujeito por trás dessas palavras mal organizadas.
Nada. Aliás, muito.
Estou ouvindo Fagner, o Raimundo, desde domingo e não consigo nem quero parar.
As músicas são boas. Bregas, talvez algumas, mas boas.
O que me incomoda agora, sabe o que é?
Peraí, essa música não, sempre choro. Vou mudar. Quer dizer, que chore, que toque,
me toque, me lasque, me mate, me late que sou cão sem dono.
Ei, você já sentiu uma dor bem apertada lá dentro da carne, assim por aqui, aqui onde nem tocando
sei dizer exatamente onde e como fica. Só sei que dói. Sentiu? Já sentiu essa dor hoje? Ei, você
já chorou sua dose de amor não correspondido de hoje? Pois então vamos lá.
Hoje eu não quero fazer isso sozinho. Quero saber do sofrimento alheio. Quero saber, pensar e possivelmente
somar ao meu, o sofrimento do outro. O desamor. O dissabor. Ai que dor! Dó não, DOR!
Ninguém? Tudo bem, falo sozinho, então.
Aliás,
além do mais,
a presença da minha dor me faz o mais bem acompanhado dentre todos os casais presentes aqui hoje.
Eu e ela.
Fomos nós, um dia. Hoje sou só, eu e ela.
Fomos um casal, com planos. Essa noite, só quero dormir. Só. Sem ela.

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